UM FILME DE TERROR

Paulo-SergioA segunda volta do Vitória de Setúbal na liga portuguesa 2015/2016 é um filme de terror e dos maus. Em nove jogos realizados, até agora, a equipa de Quim Machado ganhou à Académica, em casa, conseguiu três empates, dois dos quais no estádio do Bonfim – Marítimo e Nacional – e um fora – Vitória de Guimarães – para além de cinco derrotas – Boavista, Rio Ave, Estoril, Moreirense e Arouca. Tão ou mais preocupante do que as derrotas é o fato de a equipa, na segunda volta, ter marcado apenas seis golos, ao mesmo tempo que sofreu dezasseis golos. Repito: tudo em apenas nove jogos.

Infelizmente está a confirmar-se aquilo que já esperava. A equipa da segunda volta é muito mais fraca do que a da primeira. Com as saídas de Suk e de Rúben Semedo, a equipa perdeu qualidade e, acima de tudo, agressividade. Então quando Fábio Pacheco é obrigado a jogar como central isso nota-se de uma maneira que impressiona. Se a isto juntarmos o fato de as outras equipas já terem percebido como o Vitória de Setúbal joga – perdeu-se o fator surpresa das primeiras jornadas – e de os reforços de inverno não o terem sido de todo, parece-me explicado o que está a acontecer.

Tiago Valente é muito lento e quando se junta a outro lento, como é o caso de Frederico Venâncio, dá no que se viu, por exemplo, no Estoril. Leo Bonatini andava de mota enquanto os nossos defesas andavam de bicicleta. No ataque, Cissé e Meyong, os dois juntos, não chegam a um quarto de Suk – um tem pouca qualidade, o outro tem 35 anos e anda a fazer a pré-temporada – e André Claro não dá para tudo. Por fim salvou-se o polaco Makuszewski que é bom jogador, rápido e talentoso. Em boa verdade foi o único reforço que a equipa recebeu em janeiro, provavelmente para uma posição onde fazia menos falta.

A vida, não está, por isso, nada fácil para os setubalenses. Daqui até ao final do campeonato têm, nas jornadas que faltam, de jogar com FCPorto, Sporting, Benfica e Sporting de Braga com as naturais e normais consequências que se conhecem – nunca conto com qualquer ponto vindo destes jogos.

O que vier é lucro absoluto – para além de defrontarem União da Madeira, Belenenses, Tondela e Paços de Ferreira. E é nestes últimos quatro jogos que a equipa de Quim Machado vai ter de arranjar os pontos que faltam – talvez três. Seis é o ideal – para garantir a manutenção.

Infelizmente, esta temporada, e porque o Tondela está a fazer muito poucos pontos, dificilmente a manutenção será garantida com 26/28 pontos como nas outras vezes mas acredito que 30/32 pontos serão mais do que suficientes porque é preciso não esquecer que o Vitória não joga sozinho e que também o Boavista, Académica, Moreirense e União da Madeira têm jogos complicados pela frente nesta luta pela sobrevivência.

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