TEMPOS DE MUDANÇA

Luis mestreQuando penso no meu tempo, nestes anos por que vou passando, sinto primeiro, a sorte que tenho de poder vivê-los, depois, a vontade de poder desfrutá-los, até ao fim, de potenciar o futuro, mas principalmente, penso na necessidade de perceber, que estes, mais do que quaisquer outros, são tempos de mudança.

Há, desde que me conheço, a “mania” de dizer que os Portugueses só fazem as coisas de véspera, que trabalham sobre o joelho, não planeiam, não meditam, não prevêem. Segue-se sempre a brilhante conclusão, de que tudo seria muito melhor se as coisas fossem feitas com antecedência. Ora, não posso estar em maior desacordo, quem foi que disse que as coisas pensadas, são por si só boas, bem feitas ou brilhantes?

Nestes tempos de mudança, carregamos connosco a vontade de mudar, de inovar, de fazer acontecer, aliás, impõem-nos isso quase desde que nascemos, mas quando é chegado o momento, lá estão sempre os mesmos, da mesma forma, a dizer tudo o que já ouvimos re repetidamente, sabemos as canções de cor. E nós, que apenas gostaríamos de chegar às pessoas, aos seus mais profundos sentimentos, despertá-los, gostaríamos de fazer com que se sentissem vivos. Vejamos, todos temos inevitavelmente de mudar, faz parte do ciclo da vida, do nascer ao morrer vamos sendo vítimas de uma inevitável mudança. Mas, quantos de nós não “refilámos” sobre os mais diversos assuntos, sem que tenhamos sequer feito nada em prol da mudança? Ora se não fazemos, não vamos, não participamos, para que queremos o poder da decisão? Depois não reclamem, porque qualquer dia até isso nos tiram também.

Vivemos tempos de mudança, quando penso neste tempo, lembro-me do que me ensinaram, quando mais novo, “os dias depois dos dias do aperto”, são sempre dias suaves, frágeis e muito desafiadores, que quanto a mim, é tão-somente para onde vamos.

E ponto final!

 

SEM COMENTÁRIOS

Deixe a sua resposta