FICOU PIOR. COMO É ÓBVIO!

Paulo-Sergio1 – Agora que o mercado fechou, o Vitória de Setúbal, do treinador Quim Machado, sabe com o que vai poder contar até ao final da época em termos de recursos humanos, e, em boa verdade, a grande conclusão que se pode tirar é a de que a equipa ficou, neste momento, mais debilitada após as saídas de Rúben Semedo e Suk, mas apenas pela simples razão de eram dois jogadores influentes na sua manobra e que realizaram a maior parte dos jogos que a equipa fez até à sua saída – meados de janeiro – sendo que no caso do coreano era mesmo o seu melhor marcador com nove golos apontados.

Não quero com isto dizer que a equipa não se reforçou. Não é isso. Apenas gostava de sublinhar o fato de os dois jogadores que saíram já terem cerca de sete meses de trabalho com os restantes companheiros e que aqueles que entraram terão agora de perceber como a equipa trabalha, com uma agravante, um deles – o central – tem mesmo de jogar sempre porque não há mais soluções de qualidade. Apenas a adaptação de Fábio Pacheco pode dar algumas garantias. Por isso, nesta altura, apenas resta desejar a ambos – Rúben Semedo e Suk – muitas felicidades e que tenham sucesso nos seus novos desafios, menos quando jogarem contra o Vitória.

Em relação às entradas, Quim Machado foi buscar Tiago Valente, defesa-central, os avançados Meyong e Cissé e o extremo Makuszewski. De todos, não conhecia o jogador polaco e por aquilo que vi no jogo de estreia, com o Marítimo, deixou-me boas impressões. É rápido e tem sentido de baliza pelo que pode ser reforço. Sobre Tiago Valente, não há muito a dizer, na época passada em Penafiel, mostrou ser um jogador lento e para uma equipa que gosta de ter a bola e de atacar, como os sadinos, isso pode ser um problema. No ataque saiu um coreano e entraram dois africanos: o guineense Cissé será uma boa alternativa a Hassan e vice-versa. Já Meyong mostrou no jogo de estreia que quem sabe nunca desaprende e na sua terceira passagem pelo Bonfim pode ajudar à medida que vá ganhando condição física já que esteve parado durante muito tempo. Não jogava desde outubro. No entanto, nenhum dos dois me parece ser uma opção de titularidade indiscutível. Mas quanto a isto espero voltar a enganar-me.

2 – Só para encerrar a questão relacionada com o valor da transferência de Suk para o FCPorto, que tanta polémica e insultos me valeram aquando da minha última crónica, recomendo que consultem o site transfermarkt.pt (versão portuguesa). Este site, consultado por todo o tipo de especialistas – empresários, clubes, treinadores, diretores desportivos, jornalistas e adeptos – é considerado um dos mais credíveis existentes no mercado mundial.

Suk, agora jogador do FCPorto que, como todos sabemos tem outra capacidade de valorizar os seus ativos, digamos assim, vale 2 milhões 750 mil euros. Pois era no Vitória de Setúbal que valeria 3, 4 ou 5 milhões de euros como cheguei a ouvir e a ler? Era bom era, mas as coisas não funcionam assim. Infelizmente para nós não funcionam mesmo. É a diferença entre o querer e o poder. E nem vale a pena contar a diferença que existia entre as propostas de FCPorto, Sporting e Sunderland. É que havia diferenças substanciais e não eram só de dinheiro! É por isso que disse e volto a dizer que 2 milhões e 100 mil euros por 100% do passe foi muito bom.

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