AJUDEM O VITÓRIA DE SETÚBAL ENQUANTO É TEMPO!

Paulo-SergioAntes de iniciar esta minha pequena crónica faço, desde já, uma declaração de interesses: sou adepto e sócio do Vitória de Setúbal – vai para 40 anos – e é o clube e, por maioria de razão, a equipa de futebol, por quem sofro e torço esteja em que divisão estiver e seja dirigido por quem for. Para mim, o que importa é a instituição e não as pessoas que circunstancialmente lá estão.

Posto isto, e porque a manutenção na liga principal de futebol está praticamente garantida – faltam três/quatro pontos que serão conquistados mais jornada menos jornada – o que importa agora é perceber se a cidade de Setúbal e já agora a região, estão interessados em continuar a ter uma equipa na principal divisão do futebol português, com as necessárias vantagens de daí se possam retirar, bem como com os necessários custos que existem para que isso seja uma realidade. Ou se o dinheiro não chega para “grandes voos” e o melhor é seguir outros caminhos.

Aqui há uns dias, em conversa com um dos atuais dirigentes do Vitória, dizia-me ele amargurado e triste que quase ninguém ajuda e que nem a Câmara Municipal – apertada com a crise que todos vivemos – cumpre com o contrato-programa que sempre financiava as modalidades amadoras do clube. Uma realidade que agora conheço melhor porque o meu filho de 13 anos é atleta de uma dessas modalidades. Dizia-me o mesmo interlocutor que o futebol de formação – os juvenis vão discutir o título nacional – treinam em condições deploráveis para um clube que precisa de produzir talentos para os poder vender e para assim continua a manter a máquina em funcionamento.

Ao ter esta conversa veio-me à memória uma outra que tive há um ano com um dos grandes patrocinadores do futebol português que me dizia que ao contrário do que acontece noutras regiões do país – mais a norte – em Setúbal ninguém ajuda o clube da terra e que assim vai ser difícil levar o barco a bom porto. Mostrando-se mesmo incomodado com a situação.

O alerta faz ainda mais sentido porque o Vitória de Setúbal terá de cumprir com o PER – Plano Especial de Revitalização – e se não o cumprir não terá grandes possibilidades de sobreviver tal qual o conhecemos hoje – com uma equipa de futebol profissional, por exemplo. Sei que há muitos setubalenses que dizem que foram cometidos tantos erros que quem os cometeu que os ajude a resolver. Até posso estar de acordo mas manda a minha consciência que alerte e chame a atenção para o que pode ai vir enquanto for tempo de fazer alguma coisa porque depois poderá ser tarde demais e eu não gosto nada das “lágrimas de crocodilos” que proliferam pelas redes sociais sempre que alguma coisa de mau acontece como o fecho de um restaurante conhecido ou de um jornal histórico. Se tudo estivesse a correr bem esses encerramentos não aconteceriam. Certo?

Aquilo que gostaria de perceber é se a cidade e os setubalenses querem ter um Vitória forte, pujante e com futebol profissional a militar na liga principal. Se a resposta for positiva convém fazer alguma coisa para o ajudar, nem que seja tornando-se sócio e pagar as quotas. Se a resposta for negativa então basta cruzar as mãos e ficar a assistir porque o fim pode acontecer a qualquer momento. O mesmo raciocínio é válido para a autarquia da capital do Sado. Eu pela minha parte vou continuar a pagar as minhas quotas e os meus bilhetes para os jogos do Vitória e a pressionar os poderes do futebol nacional para que ajudem e para que a primeira liga continua a morar em Setúbal e não termine em Lisboa, mesmo que isso me obrigue a ser muito insistente e às vezes muito “chato”.

ARTIGOS SIMILARES

2 COMENTÁRIOS

  1. fala de más condições na formação do futebol. Vá ver em que condições deploráveis treinam as crianças do andebol que representam o vitória. Isso sim são condições deploráveis. O futebol sempre foi protegido. Olhem mas é para o andebol e outras modalidades e deixem se de mariquices com o futebol

Deixe a sua resposta